Apesar do título deste post, o assunto é sério!
O agricultor e servidor público Francisco de Assis Teixeira, o “Dotorzinho do Araçá”, como é conhecido em Macaíba, apresenta-se como o maior defensor dos jumentos do Brasil: “Sou o advogado dessas criaturas que já fizeram tanto pelo homem e hoje são maltratadas”, declara.
Com relação à campanha para o consumo de carne de jumento, que já ganhou a imprensa nacional a partir do Rio Grande do Norte, ele desabafa emocionado:
“Isso é uma grande covardia! Sempre usamos tanto os jumentos, que fizeram e fazem tudo por nós, e, hoje, querem matá-los”.
Na opinião de Dotorzinho, os jumentos deveriam ser protegidos por Lei Federal: “A Lei proíbe, prende e multa quem matar e comer arribaçã, seriema, rolinha, mas o pobre do jumento, tão trabalhador e fiel a nós, ninguém defende.”
O “advogado dos jumentos” tem fé na redenção desses animais: “Jesus foi carregado por um e quando Ele voltar vai querer reencontrar os jumentinhos aqui na terra. É o animal mais sagrado que existe”, argumenta.
Com relação ao perigo que esses animais representam nas estradas, sua opinião é forte: “A culpa não é do coitado do animal. É de quem solta, de quem abandona. Como dizia Elino Julião, ‘não sei se o animal é ele ou o jumento’”.
Na opinião de “Dotorzinho do Araçá”, dada a importância dos jumentos para a história cultural e econômica, sobretudo do Nordeste, o Governo Federal deveria até mesmo subsidiar sua ração: “O governo gasta milhões de reais com ladrões e estupradores nas cadeias, mas não tem coragem de defender os jumentos. Já sugeri até a criação da ‘bolsa-jumento’, que se alimenta com apenas dois reais em ração por dia. Mas sou chamado de doido, de palhaço.”
Quando este repórter pergunta por “Guardanapo”, seu fiel jumento branco, ele reponde: “É como se fosse um irmão para mim> Está em casa descansando com todo conforto. E é por ele e por todos que eu digo que se liberarem a venda de carne de jumento, se forem comer os jumentos, eu vou brigar. Vão ter que me comer primeiro”, finalizou Dotorzinho do Araçá.
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